corner
Healthy Skepticism
Join us to help reduce harm from misleading health information.
Increase font size   Decrease font size   Print-friendly view   Print
Register Log in

Healthy Skepticism Library item: 19657

Warning: This library includes all items relevant to health product marketing that we are aware of regardless of quality. Often we do not agree with all or part of the contents.

 

Publication type: Electronic Source

Figueiredo Gomes B
A Depilação do Tatá
Divagando em Saúde... 2011 Oct 18
http://www.divagandoemsaude.blogspot.com/


Full text:

Baseada em um relato real de um “primo”, conto esta história que evidencia o amadorismo na prestação de serviços em saúde que, infelizmente, ainda é muito frequente. Os trinta anos estavam chegando e Tatá achou que seria importante fazer uma avaliação geral da sua saúde. Jamais tinha sentido nada mas encontrava-se visivelmente acima do peso, fumando e trabalhando em excesso. A vida profissional, cheia de viagens, impossibilitava, sob o seu ponto de vista, uma dieta mais saudável e a prática de alguma atividade física. Havia engordado 20 quilos nos últimos 10 anos e vinha pitando um maço de cigarro por dia. Primeiro problema: encontrar um bom médico para se consultar. Um amigo indicou um clínico geral de confiança da família. Ao ligar na clínica, constatou que o referido médico só atendia clientes particulares. Tatá ficou indignado, afinal de contas, pagava seu plano há pelo menos 15 anos e nunca tinha usado para nada. Resolveu encontrar um médico que atendia pelo seu plano. Segundo problema: encontrar um médico do convênio para se consultar. Pegou o livrinho do plano de saúde com todos os clínicos gerais disponíveis. A maioria dos médicos não era encontrado no número telefônico fornecido pelo convênio. Ao encontrar um médico, ou era muito longe da sua casa ou só tinha consulta para daqui a 2 meses. Após muito custo, conseguiu um médico para lhe atender em “apenas” duas semanas. Agora era esperar a consulta e pronto. Terceiro problema: a demora no atendimento. Tatá chegou ao consultório do médico com 15 minutos de antecedência e encontrou a sala de espera lotada. Ficou em pé por 20 minutos até conseguir um lugar. Leu todas as revistas disponíveis, desde Caras até um gibi da Turma da Mônica. Após 45 minutos de atraso foi chamado pelo médico. Quarto problema: a consulta. Tatá não tinha muito o que falar já que sua saúde era boa mas, uma consulta de sete minutos e meio realmente o assustou um pouco. Saiu com vários pedidos de exame de sangue e um teste ergométrico. Tatá até conseguiu entender os exames de sangue (hemograma, colesterol, glicose…). Agora, teste ergométrico, ele não tinha a menor idéia do que se tratava. O médico não explicou nada sobre o porque e como eram realizados tais exames. Quinto problema: a marcação do exame. O menor dos problemas. Agendou o tal teste para ser realizado em uma semana. A clínica era conhecida na cidade. Solicitaram que Tatá fosse de short e tênis sem oferecer maiores detalhes. Sexto problema: o teste ergométrico. Tatá chegou na clínica com dez minutos de antecedência sendo recebido pela secretária. Após o preenchimento de alguns papéis foi orientado a aguardar. Felizmente a espera não foi longa e uma enfermeira o chamou logo em seguida. Pediu para tirar a camisa e se deitar em uma mesa sem explicar nada. Com uma naturalidade impressionante, pegou uma lâmina de barbear e ao iniciar a depilação de alguns pontos do peito de Tatá foi interrompida pelo atônito paciente. Tatá se recusava terminantemente a fazer a tal depilação. Após alguns minutos de estresse, o médico veio e explicou que a depilação era apenas para fixar os eletrodos do eletrocardiograma e minimizar as interferências durante o exame. A depilação era fundamental. Só assim Tatá permitiu, com muito desgosto, e fez o exame que não mostrou alterações. Sétimo problema: o retorno ao médico. Desta vez foi atendido rapidamente, nos dois sentidos. Entrou no consultório e entregou os exames para o médico. Após uma leitura rápida dos resultados, o Doutor pegou o receituário e prescreveu um medicamento. A letra era completamente ilegível. “O seu colesterol está alto. Comece a tomar este remédio todos os dias à noite, faça alguma atividade física e daqui a três meses você repete o exame. Te vejo em três meses.” A consulta desta vez não havia durado nem cinco minutos. Tatá deixou o consultório perplexo, jogou a receita no lixo e jurou que nunca mais voltaria naquele médico. O amadorismo na prestação de serviços em saúde continua comum. Todos conhecemos casos semelhantes ao de Tatá. A falta de comunicação é, sem dúvida nenhuma, o maior dos problemas. Os profissionais de saúde frequentemente acham que o cliente já sabe tudo. Um pouco de atenção e comunicação minimizariam bastante as angústias, medos e inseguranças dos nossos clientes. Felizmente existem profissionais gabaritados no mercado. Procure-os. Uma consulta particular de qualidade, em um bom médico, vale o investimento. Isso, eu garanto.

Obrigado pelas manifestações de carinho nesta data querida. Foi com muito orgulho que recebi duas citações em blogs bem bacanas: 1- www.editorasaojeronimo.com.br/manodown – do meu primo irmão, Léo Gontijo, que ilustra o seu amor pelo Dudu, seu irmão e nosso ídolo. 2- www.asdicasdadrica.blogspot.com – da colega Adriana, de faculdade e de blog, que elogiou o meu blog com palavras de carinho.

 

  Healthy Skepticism on RSS   Healthy Skepticism on Facebook   Healthy Skepticism on Twitter

Please
Click to Register

(read more)

then
Click to Log in
for free access to more features of this website.

Forgot your username or password?

You are invited to
apply for membership
of Healthy Skepticism,
if you support our aims.

Pay a subscription

Support our work with a donation

Buy Healthy Skepticism T Shirts


If there is something you don't like, please tell us. If you like our work, please tell others.

Email a Friend








As an advertising man, I can assure you that advertising which does not work does not continue to run. If experience did not show beyond doubt that the great majority of doctors are splendidly responsive to current [prescription drug] advertising, new techniques would be devised in short order. And if, indeed, candor, accuracy, scientific completeness, and a permanent ban on cartoons came to be essential for the successful promotion of [prescription] drugs, advertising would have no choice but to comply.
- Pierre R. Garai (advertising executive) 1963