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Healthy Skepticism Library item: 17849

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Publication type: Journal Article

Villanueva T
Centro Vasco de Información de Medicamentos CEVIME-MIEZ
Rev Port Clin Geral 2009; 25:724
http://www.osanet.euskadi.net/r8520361/es/ contenidos/informacion/presentacion_cevime/ es_1219/indice_c.html


Abstract:

Está demonstrado que falar com delegados de informação médica tem influência
sobre os hábitos de prescrição. Ao mesmo tempo, os médicos têm
necessidade de actualizar continuamente os seus conhecimentos sobre terapêutica,
que inclui tomar conhecimento sobre novos medicamentos.
Como solucionar este paradoxo? Em parte, a resposta passa pelo acesso
a fontes independentes de informação sobre medicamentos, nomeadamente
boletins farmacoterapêuticos, que em Portugal ainda não existem. Assim, é importante, por enquanto, continuar a ler boletins farmacoterapêuticos
estrangeiros, e só em Espanha existem vários. O Centro de Informação sobre Medicamentos do País Basco (CEVIME) é um recurso
abragente, em que destaco três coisas. Primeiro, o boletim mensal «Infac», que proporciona actualizações a nível da terapêutica farmacológica,
e é produzido por uma equipa multidisciplinar que inclui profissionais do Governo e da Universidade do País Basco.
Segundo, a secção «Crítica à publicidade», em que se procura chamar a atenção, através de um grafismo apelativo e eficaz, para os «truques
» que a indústria utiliza para favorecer a informação sobre novos medicamentos contida nos folhetos promocionais que os delegados
apresentam no centro de saúde. O último medicamento avaliado à data da realização deste artigo foi a duloxetina, e os autores chamaram a
atenção para a ocultação no folheto promocional dos efeitos adversos do medicamento ou da ausência de superioridade demonstrada face a
medicamentos como a venlafaxina ou a paroxetina.
Terceiro, a secção «Novo medicamento a exame», em que se faz uma revisão exaustiva da literatura sobre os novos medicamentos acabados
de lançar no mercado, e se emite uma recomendação final ao leitor, de acordo com uma escala que vai desde o «não se trata de um
avanço terapêutico» até a «importante melhoria terapêutica»..
Finalmente, é possível receber gratuitamente toda esta informação de que falei em casa pelo correio postal, bastando para isso contactar
o CEVIME.

 

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Far too large a section of the treatment of disease is to-day controlled by the big manufacturing pharmacists, who have enslaved us in a plausible pseudo-science...
The blind faith which some men have in medicines illustrates too often the greatest of all human capacities - the capacity for self deception...
Some one will say, Is this all your science has to tell us? Is this the outcome of decades of good clinical work, of patient study of the disease, of anxious trial in such good faith of so many drugs? Give us back the childlike trust of the fathers in antimony and in the lancet rather than this cold nihilism. Not at all! Let us accept the truth, however unpleasant it may be, and with the death rate staring us in the face, let us not be deceived with vain fancies...
we need a stern, iconoclastic spirit which leads, not to nihilism, but to an active skepticism - not the passive skepticism, born of despair, but the active skepticism born of a knowledge that recognizes its limitations and knows full well that only in this attitude of mind can true progress be made.
- William Osler 1909